RITO DA COMUNHÃO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, unindo as mãos:
Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote com o povo abrem os braços e prosseguem:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
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JESUS NOS CONVIDA A REZAR O PAI NOSSO

O Pai nosso é a oração por excelência, a oração cristã fundamental[i]. Por isso, não há melhor oração para preparar-nos para receber o Corpo de Jesus Cristo que depois de ser imolado nos serve agora como alimento.
Rezemos o Pai nosso com toda a intensidade e o amor que pudermos, saboreando cada uma das palavras, pensando que elas nos ajudarão a receber este divino manjar:
“Pai nosso, que estais nos céus”, e agora aqui presente sobre o altar; “santificado seja o vosso nome”, sempre e principalmente agora; “venha a nós o vosso reino”, e virá de verdade recebendo o seu Corpo; “seja feita a vossa vontade”, sempre e é por isso que estou recebendo a Hóstia Santa, para ter forças para fazer a tua santa vontade a cada momento; “assim na terra como no céu”; “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, e agradeço por receber agora o Pão do Céu, o alimento por excelência da alma, sem o qual não ela cresce, fica raquítica, longe de parecer-se com Jesus Cristo; “perdoai-nos as nossas ofensas”, e principalmente agora para receber-vos com o coração puro; “assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”, por isso apressemos-nos em perdoar todos aqueles que nos ofenderam até o presente momento, tirando a menor sombra de alguma mágoa ou rancor; “e não nos deixeis cair em tentação”, e isso não acontecerá recebendo o teu Corpo; “mas livrai-nos do mal”, e nos livrarás enchendo a nossa alma com os vossos divinos dons.

FIGURA 31: mostrar Cristo glorioso rezando diante do Pai, os anjos ao redor.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
S: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração, aclamando:
T: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos:
Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.

O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
T: Amém.

O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
T: O amor de Cristo nos uniu.
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JESUS PEDE AO PAI QUE NOS LIVRE DE TODOS OS MALES

Jesus reitera o que pediu ao Pai no Pai nosso, que nos livre de todos os males, que nos livre do pecado e sejamos protegidos de todos os perigos. Que coração bom tem Nosso Senhor! Como nos ama! Não sendo o Pai, atua como se o fosse. Preocupado em cuidar de nós, em proteger-nos, e que nenhum mal nos atinja. Vê-se claramente que sofre quando nós sofremos. E nessa petição todo o seu olhar volta-se para a Hóstia Santíssima que muitos de nós iremos recebê-la dentro de pouco, se estivermos em condições para isso[ii]. Volta-se para ela, pois é ela que tem o poder de nos livrar de males e perigos. Todo o poder está na missa, dirá alguém, e é verdade. Mas o primeiro fruto saboroso da missa é o Sacramento da Eucaristia.

JESUS PEDE A PAZ PARA TODOS NÓS

Como conclusão, Jesus pede ao Pai a paz que é o coroamento dos dons divinos: a paz e a alegria.

FIGURA 32: mostrar Cristo glorioso abençoando a todos nós.

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acres­centa estas palavras ou semelhantes:
Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
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JESUS NOS CONVIDA A SAUDAR UNS AOS OUTROS

Jesus já havia dito que se estamos para fazer a nossa oferta diante do altar e nos lembrarmos de que um irmão tem alguma coisa contra nós, devemos deixar a nossa oferta diante do altar e procurar primeiro reconcilar-nos com nosso irmão e só então fazer a nossa oferta (cfr. Mt 5, 23-24). É possível entender que Jesus diga isto, pois a Eucaristia é o sacramento do Amor, onde nos faremos uma só coisa com Ele. A Eucaristia é o sacramento da “comunhão”, pois o amor leva à comunhão, à união. Daí a palavra “comunhão”. Sendo o sacramento da comunhão, é oposta a qualquer falta de comunhão com alguém.
Que este gesto de paz seja um desejo profundo do nosso coração e que isto se estenda a todos aqueles que já cruzaram no nosso caminho. Que seja reflexo do coração que Cristo pede que tenhamos: um coração grande, capaz de perdoar até setenta vezes sete, onde não há inimigos. Nesse sentido, que impressionante é o gesto de Jesus no alto da Cruz, voltando-se para o povo, para nós, e dizendo: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!” Padecendo este tremendo suplício que o levou à morte, sem culpa nenhuma, volta-se para nós pecadores, e pede ao Pai que nos perdoe. Jesus mostra com estas palavras qual é a grandeza do espírito cristão.

JESUS PEDE AO PAI QUE O SEU CORPO E O SEU SANGUE NOS GUARDE PARA A VIDA ETERNA

É o que pedimos agora: que com este Pão alcancemos a pátria celestial.

FIGURA 33: mostrar Cristo glorioso e todas as pessoas na Igreja dando a paz.

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
T: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

Ou:
Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha vida.
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Nessa hora, já a ponto de recebermos a Comunhão, nos dirigimos mais uma vez a Jesus, ao Cordeiro de Deus, para que tenha piedade de nós, que o seu Corpo e o seu Sangue que vamos receber não se tornem causa e juízo de condenação, mas sustento e remédio para a nossa vida.
Que bonita é esta expressão “Cordeiro de Deus”. Ela é cheia de conteúdo. Deus havia estabelecido no Antigo Testamento que um cordeiro fosse oferecido a Ele diariamente como expiação dos nossos pecados: “Eis o que sacrificarás sobre o altar: dois cordeiros de um ano em cada dia, perpetuamente. Oferecerás um desses cordeiros pela manhã e o outro entre as duas tardes” (Ex 29, 38-39). “O animal será sem defeito, macho, de um ano” (Ex 12, 5). “Porá a mão sobre a cabeça da vítima e a imolará” (Lev 3, 8). Durante mais de mil anos foram imolados estes cordeiros. No entanto, este sacrifício não era suficiente para reparar o pecado original e os outros pecados cometidos contra Deus. Cristo decide, então, ser este cordeiro, e, em nome de todos os homens, assumir todos os pecados, e oferecer-se como vítima de expiação para obter-nos o perdão das nossas faltas e abrir-nos de novo as portas do Céu. Obrigado, Senhor, por ser este Cordeiro! Obrigado, Senhor, por ter chegado até este extremo de dar a vida por nós, derramando até a última gota do seu sangue precioso, realizando um verdadeiro holocausto, quando a vítima era inteiramente consumada! Obrigado, Senhor, por tanto amor!

FIGURA 34: mostrar o sacerdote no altar olhando para a hóstia e vendo um cordeiro e saindo uma grande luz da hóstia, os anjos ao redor adorando.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:
T: Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

Começa o Canto de Comunhão enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.

Comunga o Sangue de Cristo. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um:
O Corpo de Cristo.

O que vai comungar responde:
Amém!

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JESUS NOS CONVIDA AO SEU BANQUETE

“Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!” Podemos imaginar Nosso Senhor dizendo estas palavras: com que força e intensidade as diria! Não é para menos, pois está nos convidando para entrarmos em comunhão com Ele. Mergulharmos nas labaredas do seu Amor, nas profundezas da sua Bondade, na imensidão do seu Coração, na ternura da sua Paternidade, etc, etc.
Não há palavras para exprimir o que é a Comunhão! É, por assim dizer, a ante-sala do Céu, é o momento de maior gozo aqui na terra, é o encontro do Amor com o amado, é o momento da união mais íntima com Deus, é receber todos os seus dons, é receber o alimento por excelência da alma. Como dizia São João Maria Vianney, “se sofremos penas e desgostos, Ele nos alivia e nos consola. Se ficamos doente, ou será nosso remédio, ou nos dará forças para sofrer, afim de que mereçamos o Céu. Se nos fazem o demônio e as paixões nos fazem a guerra, nos dará armas para lutar, para resistir e para alcançar a vitória. Se somos pobres, nos enriquece com todos

FIGURA 35: mostrar as pessoas em fila se aproximando do altar para receber a comunhão, o céu olhando maravilhado, os anjos tocando trombetas, as pessoas depois de comungarem saindo mais iluminadas.

Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice. Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

O sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.
De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Oremos.

E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, diz a oração depois da comunhão. Ao terminar, o povo aclama:
T: Amém.
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os tipos de bens no tempo e na eternidade”[iii]. É tanto o que se recebe na Comunhão que nossa vida já teria sentido se fosse para recebê-la uma única vez. E o que dizer, então das promessas divinas com relação a este sacramento: “quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54); “o que beber da água que eu lhe der (do meu alimento) jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna” (Jo 4, 14).

Que tudo isso nos leve a querer recebê-la pelo menos a cada domingo, estando nas devidas condições. Alguém fazia este raciocínio que parece bastante razoável: “se me sinto fraco e pecador, vou a Santa Missa no domingo e recebo a Comunhão. Se me sinto um pouco mais fraco, vou a Santa Missa outro dia na semana, para receber um pouco mais de força. Se me sinto muito fraco, vou a Santa Missa todos os dias e recebo a Comunhão para encontrar as energias que necessitam a minha alma”. Não é razoável este raciocínio sabendo que alimentamos o nosso corpo várias vezes por dia! Não é razoável este raciocínio sabendo que muitas pessoas dedicam horas de ginástica semanal para manter em forma o seu corpo? Não é razoável este raciocínio sabendo que na Santa Missa encontramos o Amor dos amores e uma pessoa que está apaixonada faz de tudo para encontrar o seu amor diariamente! Não é razoável este raciocínio sabendo que na Santa Missa se distribui muito mais do que lingotes de ouro, pois é infinito o valor de uma Missa? É questão de fé e de amor! E também da liberdade e da disponibilidade de tempo de cada um.

FIGURA 36: mostrar as pessoas nos bancos rezando (fazendo a ação de graças), o céu e as almas do purgatório rezando.

[i] cfr. CIC, n. 2759

[ii] “Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este momento tão grande e tão santo. S. Paulo exorta a um exame de consciência: “Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação” (1Cor 11,27-29). Quem está consciente de um pecado grave deve receber o sacramento da reconciliação antes de receber a comunhão” (CIC, n. 1385).

[iii] São João Maria Vianney, Sermão sobre a Quinta-Feira Santa.

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